Elétricos seguem nicho, mas disputa ganha marcas: veja quem lidera os emplacamentos de caminhões elétricos no Brasil
Entre janeiro e setembro, o Brasil registrou 216 caminhões elétricos, com a JAC assumindo sozinha quase metade do mercado. Para a transportadora, o número ainda é tímido diante da frota total, mas a entrada de novas fabricantes e a queda nos preços começam a mudar o cálculo de quem avalia renovar frota.

O mercado de caminhões elétricos no Brasil segue crescendo, mas ainda em escala pequena. Levantamento da Fenabrave mostra que, entre janeiro e setembro de 2026, foram emplacadas 216 unidades no país, número expressivo para o segmento, porém pouco relevante diante das vendas totais de caminhões no mesmo período.
Quem lidera o ranking
A JAC concentra a maior fatia: 102 unidades emplacadas, ou 47,2% do mercado. Na prática, um em cada dois caminhões elétricos registrados no ano é da marca. Na sequência vêm Foton (38 unidades, 17,6%) e Sany (32 unidades, 14,8%). Somadas, as três respondem por 172 emplacamentos, cerca de 79,6% do total.
O restante do ranking é ocupado por VW Truck & Bus (15), Nanjing (13), Tesla (5), BYD (3), Mercedes-Benz (3), e Scania, Volvo e XCMG (1 cada).
Leitura do mês de setembro
Em setembro, os números desaceleraram: 15 emplacamentos, contra 25 em agosto e 29 em setembro de 2025. O mês também mostrou uma disputa mais equilibrada, com Nanjing e Sany empatadas na liderança (4 unidades cada), seguidas por Foton e Volkswagen (2 cada) e BYD, Mercedes-Benz e Tesla (1 cada). Apesar disso, a posição da JAC no acumulado não foi ameaçada.
O que isso significa para a transportadora
O recado principal é de observação, não de corrida. O caminhão elétrico ainda é alternativa para operações específicas, como distribuição urbana, rotas curtas e ciclos com retorno diário, em que a autonomia e a estrutura de recarga são viáveis. Para longas distâncias, a infraestrutura de recarga e o custo de aquisição ainda pesam na decisão.
Ao mesmo tempo, a entrada acelerada de fabricantes chinesas (JAC, Foton, Sany e Nanjing ocupam quatro das cinco primeiras posições) pressiona os preços e amplia a oferta de modelos e serviços, o que tende a tornar o elétrico mais acessível nos próximos anos. Acompanhar essa evolução é condição para decidir com base em dado quando a renovação de frota entrar na pauta.
O que observar nos próximos meses
- Custo total de operação: comparar elétrico e diesel por rota, considerando energia, manutenção e depreciação;
- Estrutura de recarga: avaliar cobertura na base e nas rotas antes de qualquer teste;
- Política de frotas e contratos: embarcadores e capitais já começam a cobrar metas de redução de emissões;
- Novos modelos e preços: o avanço das marcas deve ampliar opções de médio porte, mais próximas da operação urbana.
Crédito/Fonte Transporte Moderno, com dados da Fenabrave
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