• 29 de setembro de 2026
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Way-262 antecipa duplicação da BR-262 entre Nova Serrana e Moema: obras começam em 2027 e prometem ganho direto para o TRC

A concessionária prevê antecipar em dois anos o início da duplicação do trecho entre Nova Serrana (bairro Veredas da Serra) e o trevo de Moema, com conclusão estimada para 2029. Para o transportador, a notícia combina ganho de médio prazo (fluidez, segurança e escoamento) com impacto imediato (obras, desvios e atenção redobrada na rota).

A concessionária Way-262 prevê antecipar em dois anos o início das obras de duplicação da BR-262 entre Nova Serrana, na altura do bairro Veredas da Serra, e o trevo de Moema. Os trabalhos devem começar em meados de 2027, com conclusão prevista para 2029.

O que aconteceu

Em nota, a empresa destacou que a duplicação contribuirá para o desenvolvimento da região, proporcionando melhores condições para o escoamento da produção, além de melhorias na fluidez do tráfego e na segurança viária. Conforme previsto no contrato de concessão, a entrega da duplicação poderia ocorrer até o sexto ano de concessão, mas a Way-262 trabalha para antecipar esse cronograma.

Após reunião na Prefeitura de Nova Serrana com o diretor da concessionária, Felipe Lellis, o prefeito Flávio Avelar comemorou a novidade e afirmou que a duplicação do trecho terá impactos não apenas no município, mas em toda a região Centro-Oeste de Minas Gerais.

A concessionária também antecipará em dois anos a construção de uma passarela em Nova Serrana, em frente aos postos de combustíveis Estradão e Oásis. Os trabalhos devem começar em outubro, com conclusão prevista para março de 2027, para ampliar a segurança dos pedestres no trecho. O prefeito também solicitou a implantação de iluminação na BR-262 entre os bairros Veredas e Gamas, para ampliar a segurança de quem trafega pela rodovia, especialmente à noite.

Concessão prevê R$ 8,5 bilhões em investimentos

A Way-262 assumiu, em março de 2025, a concessão de 438,9 km da BR-262 entre Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e Uberaba, no Triângulo Mineiro. Conhecido como Rota do Zebu, o trecho passa por 20 municípios, incluindo Nova Serrana e Moema, e é uma das principais rotas de escoamento da produção agropecuária mineira.

O contrato com o governo federal tem duração de 30 anos. Nesse período, estão previstos R$ 8,5 bilhões em investimentos na rodovia, sendo R$ 4,4 bilhões destinados a obras de ampliação e melhorias e R$ 4,1 bilhões a serviços operacionais.

Entre as principais entregas previstas na concessão estão:

  • 44,3 km de duplicação;
  • 168,9 km de faixas adicionais;
  • 3,6 km de vias marginais;
  • 17 passarelas para pedestres;
  • 3 passagens de fauna;
  • 100 pontos de ônibus;
  • 17 barreiras antirruído;
  • 1 ponto de parada e descanso (PPD);
  • 1 rampa de escape e 2 correções de traçado.

O que muda na prática para o transportador

Para o TRC, a notícia tem leitura direta na operação:

  1. Ganho de médio prazo — a duplicação reduz gargalos, melhora a fluidez e a segurança da BR-262, que é corredor estratégico de escoamento da agropecuária mineira. Para quem roda o trecho, isso significa menos tempo de viagem, menos risco de acidente e mais previsibilidade de entrega;
  2. Impacto imediato de obras — com o início previsto para meados de 2027 (e a passarela já a partir de outubro deste ano), o trecho passará a conviver com canteiros, desvios e alterações de tráfego. Roteirização e planejamento de viagem precisam incorporar esse cenário;
  3. Prioridade para a região — o prefeito de Nova Serrana afirmou que a duplicação terá impactos em toda a região Centro-Oeste de Minas, o que reforça o papel da BR-262 como infraestrutura crítica para a cadeia produtiva e para as transportadoras que atendem a região;
  4. Segurança viária em foco — passarela, iluminação e correções de traçado ampliam a segurança de pedestres e veículos, reduzindo riscos de sinistros e paradas imprevistas;
  5. Cronograma da concessão — a antecipação mostra a importância de acompanhar os compromissos contratuais da concessionária, que afetam diretamente as condições de operação da via.

Onde está o risco

O risco imediato é de interferência na operação durante as obras: canteiros, desvios e estreitamentos tendem a reduzir a fluidez e aumentar os tempos de percurso no trecho, exigindo atenção redobrada e replanejamento de rotas. O risco estratégico é de descompasso entre cronograma e demanda: enquanto a duplicação não é concluída, o crescimento do escoamento da produção pode pressionar ainda mais uma rodovia que já concentra tráfego pesado.

Onde está a oportunidade

A oportunidade está na previsibilidade logística de longo prazo. Rodovia duplicada significa mais segurança, menos congestionamento e menor custo operacional por quilômetro rodado. Para o transportador, acompanhar o cronograma das obras permite antecipar rotas alternativas, renegociar prazos com embarcadores e planejar investimentos de frota com base na evolução da infraestrutura. A região Centro-Oeste de Minas ganha competitividade logística, e quem opera nela se beneficia diretamente.

Leitura estratégica

A duplicação da BR-262 entre Nova Serrana e Moema é mais uma confirmação de que a infraestrutura crítica está no centro da competitividade do TRC. Para o transportador, a leitura é de planejamento em duas frentes: no curto prazo, conviver com as obras e ajustar roteirização, prazos e segurança na operação; no médio prazo, colher os ganhos de fluidez e segurança que a rodovia duplicada entrega. Acompanhar o cronograma da Way-262 é acompanhar a evolução da própria rota de escoamento da região.

Crédito/Fonte Diário do Comércio

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