Notícias

Roubo de cargas em SP cai 30,7% em 2026, mas segue desafio

Roubo de cargas em São Paulo cai 30,7% até agosto, mas segue como desafio para transportadoras

São Paulo registrou 1.638 ocorrências nos oito primeiros meses de 2026, o menor volume para o período desde 2001, com queda de 49,5% na comparação com 2024. Para o transportador, o dado é positivo, mas não elimina o risco: agosto ainda teve 5,9 roubos por dia, e o prejuízo com mercadorias roubadas em 2025 chegou a R$ 309,1 milhões.

O estado de São Paulo registrou 1.638 roubos de carga entre janeiro e agosto de 2026, uma redução de 30,7% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados, divulgados pelo SETCESP com base em informações da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, representam o menor número de ocorrências para os oito primeiros meses do ano desde o início da série histórica, em 2001. Na comparação com 2024, quando foram registrados 3.246 casos no período, a queda chega a 49,5%.

O que aconteceu

Em agosto, foram contabilizados 184 roubos de carga, redução de 28,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior e o menor resultado mensal da série histórica. Apesar da queda, o volume corresponde a uma média de aproximadamente 5,9 ocorrências por dia. No acumulado dos 12 meses encerrados em agosto, o estado somou 2.745 casos, 28,3% abaixo dos 3.828 registrados nos 12 meses anteriores.

O que muda na prática para o transportador

  1. Ambiente operacional melhor: a redução das ocorrências melhora o ambiente para as transportadoras, especialmente em um estado com enorme concentração de fluxos logísticos e circulação de mercadorias;

  2. Gestão de risco comprovadamente eficaz: os resultados refletem a integração entre as forças de segurança e o setor produtivo, além do uso de inteligência e de tecnologias de gerenciamento de risco pelas transportadoras;

  3. Rastreamento e protocolos seguem essenciais: a FETCESP destaca o papel do rastreamento de veículos, do monitoramento das operações, da capacitação de equipes e dos protocolos internos de segurança;

  4. Análise de dados orienta prevenção: a troca de informações e a análise de dados permitem identificar padrões de ocorrência e direcionar medidas preventivas para regiões e corredores logísticos mais vulneráveis.

Onde está o risco

O risco não desapareceu. Ainda são quase seis roubos por dia em São Paulo, e os crimes continuam provocando perdas financeiras, riscos aos motoristas e despesas com seguros, monitoramento e estruturas de prevenção. Em 2025, o estado registrou 3.470 roubos de carga, com prejuízos estimados entre R$ 206,9 milhões e R$ 309,1 milhões apenas com as mercadorias roubadas, sem contabilizar os custos indiretos. Para o transportador, o risco se materializa em três frentes: perda da carga, exposição do motorista e aumento do prêmio de seguro.

Onde está a oportunidade

A oportunidade está em consolidar o que funcionou. Em agosto, dados apresentados no Sistema SPCARGA indicaram que São Paulo acumulava 31 meses consecutivos de queda nos roubos de carga, e na comparação entre os primeiros semestres de 2024 e 2026 a redução foi de 50%. Para Carlos Panzan, presidente da FETCESP, o resultado confirma a efetividade das ações: “A redução das ocorrências mostra que as ações de segurança vêm produzindo efeitos concretos e melhora o ambiente operacional para as transportadoras, especialmente em um estado com enorme concentração de fluxos logísticos e circulação de mercadorias”.

Leitura estratégica

Para o SETCOM e suas associadas, o dado de São Paulo serve como referência de método, não como alívio. A FETCESP defende a continuidade dos investimentos em inteligência e fiscalização, especialmente nas áreas com maior concentração de casos, e aponta o combate à receptação como parte da estratégia, com ações voltadas a quem recebe, armazena e comercializa mercadorias roubadas. O recado prático para a transportadora mineira é direto: manter rastreamento ativo, protocolo de rota e análise de dados de ocorrência não é custo, é redução de sinistro e de prêmio de seguro. Quem trata segurança como processo contínuo sustenta a queda; quem relaxa volta a alimentar a estatística.

Crédito/Fonte SETCESP e Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo

SETCOM

Compartilhe