Estradas de SP terão aumento de pedágio de até 5,1% na próxima semana

Reajuste médio de 4,72% atinge principais rodovias concedidas. Anchieta-Imigrantes tem a tarifa mais cara do país, com pedágio de R$ 40,60.

As tarifas de pedágio terão reajuste a partir da zero hora de quarta-feira (02/07) nas principais rodovias concedidas do Estado de São Paulo. O aumento oscila entre 1,9% e 5,1%, com reajuste médio de 4,72%, correspondente à variação acumulada do IPCA entre junho de 2025 e maio de 2026, conforme previsto nos contratos de concessão.

O reajuste foi homologado pela Agência de Transportes do Estado (Artesp) e publicado no Diário Oficial.

Tarifas mais altas

O Sistema Anchieta-Imigrantes, principal acesso ao litoral paulista, mantém a tarifa de pedágio mais cara do país, passando de R$ 38,70 para R$ 40,60, alta de 4,91%. A operação do sistema em free flow, prevista para 1º de julho, foi adiada por falta de conclusão dos testes de homologação; a cobrança continuará nas praças físicas.

Principais tarifas reajustadas para o transportador:

Rodovia Praça Nova tarifa
Anchieta-Imigrantes R$ 40,60
Castello Branco Quadra/Itatinga R$ 20,40
Cônego Domênico Rangoni Santos R$ 19,20
Bandeirantes Campo Limpo R$ 14,50
Anhanguera Valinhos R$ 14,30
Tamoios Paraibuna R$ 13,00
Padre Manoel da Nóbrega São Vicente R$ 11,40
Tamoios Jambeiro R$ 6,10
Tamoios Contorno Sul R$ 5,90

Cronograma de vigência

  • A partir de 02/07 (zero hora): Autoban, Intervias, Rodovias das Colinas, CART, SPVias, Rodovias do Tietê, Ecovias dos Imigrantes, Ecovias do Leste Paulista, Rodoanel Oeste, SPMAR e Rodovia dos Tamoios
  • A partir de 06/07 (zero hora): Entrevias
  • Datas diferenciadas: Eixo SP, Econoroeste, ViaPaulista, Novo Litoral, Sorocabana e Raposo-Castello

A Rodovia dos Tamoios teve reajuste homologado de forma provisória (5,08%), pois seu contrato prevê o IPCA de junho como índice, ainda não divulgado. Após a divulgação, a Artesp recalculará e ajustará se necessário.

Redução em algumas praças

A partir de 1º de julho, haverá redução de tarifas em praças de pedágio de municípios como Jaguariúna, Águas da Prata, Estiva Gerbi, Espírito Santo do Pinhal, Itobi, Casa Branca, Mococa e Aguaí. A queda se deve à substituição do sistema ponto a ponto por um modelo mais amplo de cobrança.

O que isso significa para o transportador

Para quem opera no estado de São Paulo, o reajuste de pedágio representa aumento direto no custo variável da operação. Em rotas que cruzam múltiplas praças, como o corredor Anhanguera-Bandeirantes ou o eixo Castello Branco-Raposo Tavares, o impacto acumulado sobre a planilha de frete é significativo.

Pontos de atenção para a gestão de frota:

  • Planejamento de rotas: a variação entre praças (de R$ 5,90 a R$ 40,60) exige reavaliação de trajetos com múltiplos pedágios
  • Repasse ao frete: o reajuste médio de 4,72% precisa ser considerado na composição de custos e na negociação com embarcadores
  • Free flow adiado: o sistema de cobrança eletrônica no Anchieta-Imigrantes segue sem data, mantendo a necessidade de paradas em praças físicas
  • Praças com redução: a alteração no modelo de cobrança em municípios do interior pode aliviar parcialmente o custo em operações regionais

Para o transportador, o recado é claro: pedágio é um dos componentes mais relevantes do custo variável no estado de São Paulo, e o reajuste de julho precisa ser incorporado ao planejamento financeiro e à precificação dos fretes.

Crédito/Fonte
UOL

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