• 19 de fevereiro de 2026
  • SETCOM MG
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As chuvas intensas que vêm atingindo parte de Minas Gerais têm gerado impactos diretos para o Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). Além de reduzir a velocidade média e aumentar o tempo das viagens, o período chuvoso eleva a ocorrência de paralisações, trechos interditados e gargalos operacionais, pressionando produtividade, prazos e custos.

Custo sobe com perda de produtividade De acordo com Antonio Luís da Silva Junior (Toninho), presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg), o aumento de custo na época de chuvas fica em torno de 17% a 25%, principalmente pela queda de produtividade causada por trânsito lento, impedimentos e maior tempo de viagem.

O dirigente aponta ainda que o custo de manutenção tende a subir entre 5% e 7%, influenciado por buracos, desgaste adicional dos veículos e maior risco de ocorrências nas estradas.

Mais caminhões para manter o nível de serviço Com viagens mais lentas e menor produtividade por motorista, empresas precisam, muitas vezes, ampliar a quantidade de caminhões em operação para evitar desabastecimento. O desafio é que o custo fixo permanece, enquanto a produção (entregas/viagens) cai — o que pressiona diretamente o custo por km e o custo por entrega.

Necessidade de ação preventiva do poder público O Setcemg reforça a importância de investimento preventivo e resposta rápida do poder público para mitigar impactos típicos do período, como bueiros entupidos, quedas de barreiras e deterioração acelerada do pavimento. Na prática, estradas sem manutenção viram custo direto para a operação e para toda a cadeia de abastecimento.

Demanda do setor: queda geral, com exceções Mesmo com um início de ano considerado mais fraco, alguns segmentos apresentam melhor desempenho. O transporte de bebidas tende a aquecer no período de Carnaval, devido ao abastecimento do varejo. Já o transporte de cargas fracionadas, impulsionado pelo e-commerce, segue com boa demanda após o pico do fim de ano.

No geral, segundo o Setcemg, há queda de movimento na ordem de 15% a 20% em relação ao ano passado. Setores como mineração e cargas secas registram retração, e as chuvas ainda agravam o escoamento e a própria produção. Já cargas pesadas ligadas a obras, siderurgia e cimento tendem a ser postergadas para depois do Carnaval, por planejamento das empresas.

Cenário 2026: juros e investimento no radar A expectativa para 2026 inclui desafios adicionais, especialmente ligados à taxa básica de juros, que reduz investimento de longo prazo em maquinário, expansão e novos projetos. Ainda assim, o setor reforça sua resiliência e capacidade de adaptação, mesmo em cenários adversos.

O SETCOM orienta que as empresas reforcem, no período chuvoso, um plano de contingência com foco em produtividade, SLA, gestão de risco e custo operacional, priorizando: roteirização dinâmica, janelas de entrega mais realistas, comunicação com clientes, manutenção preventiva e protocolos de segurança em baixa visibilidade. Em paralelo, é estratégico apoiar pautas de conservação viária e prevenção para reduzir custos sistêmicos do TRC.

Para mais informações e orientações, entre em contato com o SETCOM.

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Links (referências) Diário do Comércio: https://diariodocomercio.com.br
CNT: https://cnt.org.br

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