• 15 de outubro de 2026
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ANTT acompanha início das obras de duplicação da BR-040 em Congonhas (MG)

A EPR Via Mineira iniciou a duplicação de cerca de 10 quilômetros da BR-040, com conclusão prevista para agosto de 2027. Para o transportador, a obra promete mais fluidez e segurança em um trecho crítico do corredor da Zona da Mata e do Sul de Minas, com atenção redobrada à operação durante o canteiro de obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) acompanhou, nesta quarta-feira (14), o início das obras de duplicação da BR-040, realizadas pela concessionária EPR Via Mineira, no município de Congonhas (MG). O Diretor-Geral da Agência, Guilherme Theo Sampaio, esteve no local para acompanhar o início da intervenção. A programação também abordou as soluções de engenharia, o planejamento executivo e os aspectos relacionados à segurança viária e à operação da rodovia durante as obras.

O que aconteceu

A obra prevê a duplicação de cerca de 10 quilômetros entre o bairro Pires e as proximidades do Viaduto do Profeta. O projeto também contempla a implantação de 3,2 quilômetros de vias marginais, ciclovias e uma passarela para pedestres. Entre as demais melhorias previstas estão a correção de uma curva horizontal, a regularização de dois acessos e a implantação de seis pontos de ônibus. O conjunto de intervenções abrange 17,4 quilômetros e inclui melhorias em estruturas operacionais e de segurança, e estruturas da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Juiz de Fora (MG).

Com investimento de R$ 74,2 milhões, o projeto tem como objetivos ampliar a segurança viária, melhorar a fluidez do tráfego, reduzir congestionamentos e diminuir a emissão de poluentes. A conclusão das obras está prevista para agosto de 2027.

O que muda na prática para o transportador

  1. Mais fluidez em trecho crítico — a duplicação entre o Pires e o Viaduto do Profeta deve reduzir congestionamentos em um corredor estratégico para quem liga a Região Metropolitana de Belo Horizonte à Zona da Mata e ao Sul de Minas;
  2. Atenção redobrada durante as obras — até agosto de 2027, a operação no canteiro exige planejamento de rota e margem no tempo de viagem, especialmente para cargas de grande porte;
  3. Segurança viária ampliada — correção de curva, vias marginais e novos pontos de ônibus reduzem o risco de acidentes envolvendo veículos de carga e tráfego local;
  4. Menos emissões — tráfego mais fluido significa menos tempo de motor ocioso e menor consumo de combustível, com reflexo direto no custo operacional.

Onde está o risco

O risco principal é o período de obras. Até a conclusão, em agosto de 2027, o trecho em intervenção pode gerar retenções e desvios, exigindo da gestão de frota um acompanhamento mais próximo da rota e dos horários de pico. A recomendação é que as transportadoras que operam na BR-040 monitorem os comunicados da concessionária e da ANTT para ajustar janelas de entrega e evitar paradas não planejadas.

Onde está a oportunidade

A oportunidade está na infraestrutura entregue. Segundo o Diretor-Geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, as concessões rodoviárias contribuem para a entrega de obras, a melhoria da experiência dos usuários e o aumento da segurança viária, além de impulsionar investimentos e gerar emprego: “Em diversos municípios do Brasil, temos a entrega de obras, a melhoria da experiência, da segurança, investimentos, geração de emprego e geração de renda. Isso é possível porque temos concessionárias com contratos mantidos”.

Além do início da duplicação, entre agosto de 2025 e agosto de 2026 foram entregues outras melhorias em Minas Gerais com impacto direto na operação: o HS-WIN, sistema tecnológico que pesa caminhões e carretas em movimento, implantado em Congonhas; um Ponto de Parada e Descanso (PPD), em Carandaí; uma Unidade Operacional da Polícia (UOP), também em Carandaí; e uma delegacia da PRF, em Nova Lima.

Leitura estratégica

Para o SETCOM e suas associadas, a duplicação da BR-040 em Congonhas reforça a importância de acompanhar de perto os investimentos das concessões que atravessam a base territorial do sindicato. Rodovia melhor é custo menor, prazo mais previsível e motorista mais seguro. O recado prático é planejar a operação considerando o canteiro de obras até agosto de 2027 e, depois disso, capturar o ganho de produtividade que a duplicação deve trazer para o corredor.

Crédito/Fonte Ana Luisa Oliveira, Comunicação ANTT

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