Reforma Tributária pode triplicar impostos para empresas do setor de logística

Levantamento da TruckPag, em parceria com a Rumo Brasil, simulou impactos das novas alíquotas da CBS e do IBS e acendeu alerta para a logística brasileira

A Reforma Tributária, cuja implementação começa de forma gradual a partir de 2026 e seguirá em transição até 2033, pode elevar a carga de impostos sobre empresas de serviços logísticos. Em alguns casos, como o da TruckPag, a tributação pode até triplicar com a adoção das novas alíquotas da CBS (9,3%) e do IBS (18,7%).

O alerta vem de um levantamento realizado pela TruckPag em parceria com a Rumo Brasil, consultoria para transportadoras, que simulou os impactos das novas alíquotas sobre a estrutura atual da empresa. Embora o cenário analisado seja específico, o estudo aponta que empresas com estruturas semelhantes — especialmente as focadas em gestão de abastecimento, manutenção e meios de pagamento — podem enfrentar aumento significativo de custos.

Nesse contexto, o diagnóstico reforça a necessidade de acelerar investimentos em eficiência, automação e inovação para sustentar a competitividade. “O diagnóstico reforça que não se trata apenas de aumento tributário, mas de uma oportunidade para inovar e otimizar processos. Estamos trabalhando para transformar a complexidade em eficiência, garantindo que nossos clientes continuem a ter soluções competitivas e confiáveis”, afirmou o CEO e fundador da TruckPag, Kássio Seefeld.

O levantamento também indicou que grande parte das despesas da companhia pode gerar créditos tributários ainda não totalmente aproveitados e destacou a relevância de incentivos como a Lei do Bem para reduzir impactos da carga tributária.

Para se preparar, a TruckPag informou ter contratado consultorias especializadas, revisado contratos e processos e investido em automação de rotinas fiscais e contábeis. “Estamos acompanhando de perto a análise da TruckPag e contribuindo para que as empresas do setor logístico naveguem por esse cenário com segurança e planejamento”, apontou o CEO da Rumo Brasil, Rafael Brito.

Brito também ressaltou que, com o novo modelo, a reforma tende a impactar o dia a dia das operações, inclusive pela mudança nas obrigações acessórias e na lógica de organização do sistema tributário. Na avaliação do executivo, empresas preparadas tendem a ganhar espaço: “O game vai começar de novo para todo mundo”.

Empresas associadas devem tratar a Reforma Tributária como pauta de gestão e estratégia, não apenas contábil. Recomenda-se realizar simulações de impacto (CBS/IBS), mapear possíveis créditos tributários ainda não aproveitados, revisar contratos e processos e avaliar oportunidades de eficiência e automação para reduzir exposição a custos e manter competitividade. Em caso de dúvidas, entre em contato com o SETCOM pelos canais oficiais.

Para mais informações e orientações, entre em contato com o SETCOM.

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