A fiscalização eletrônica nas rodovias deve ganhar um novo patamar em 2026 com a ampliação de tecnologias de monitoramento por trecho, frequentemente associadas a sistemas do tipo Doppler. A principal mudança é comportamental: reduzir a velocidade apenas ao se aproximar do radar tende a perder efeito, já que o controle deixa de ser “pontual” e passa a considerar o desempenho do veículo ao longo de um segmento monitorado.
O que muda na prática
Diferente do radar tradicional, que registra a velocidade em um ponto fixo, o modelo por trecho pode calcular a velocidade média entre dois pontos. Com isso, o motorista pode até reduzir em cima do equipamento, mas ainda assim ser autuado se o tempo total percorrido indicar velocidade acima do limite.
Essa lógica tende a incentivar uma condução mais constante e previsível, com potencial de melhorar a segurança viária e reduzir manobras bruscas.
Como funciona o controle por trecho
De forma geral, são instalados dois dispositivos em um trecho controlado:
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o primeiro registra o horário de entrada do veículo no trecho;
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o segundo registra o horário de saída;
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com a distância conhecida, o sistema verifica se o tempo gasto é compatível com o limite permitido.
Se o tempo for menor do que o necessário para cumprir o limite, a infração pode ser registrada.
Outras condutas que podem ser monitoradas
Além da velocidade, a matéria destaca que a evolução tecnológica pode apoiar a identificação de outras práticas de risco, como uso de celular ao volante e avanço de sinal vermelho, dependendo do tipo de equipamento e do cenário de fiscalização.
Desafios e status regulatório
Apesar do avanço, a notícia aponta que ainda existem desafios regulatórios, com o Inmetro trabalhando na regulamentação e padronização dos equipamentos. A expectativa mencionada é que, uma vez regulamentados, esses sistemas se tornem mais comuns nas estradas brasileiras.
Impacto para o TRC: o que orientar motoristas e frotas
Para o Transporte Rodoviário de Cargas, o impacto é direto em treinamento e conformidade operacional:
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reforçar que “frear no radar” não resolve em fiscalização por trecho;
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orientar velocidade constante e atenção à sinalização de limites;
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reduzir acelerações e frenagens bruscas (economia + segurança);
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revisar políticas internas de direção segura e telemetria.
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