Pedágio free flow pode agilizar caminhões até o Porto de Santos; entenda

Sistema free flow no litoral de São Paulo deve entrar em operação em julho e pode reduzir filas, melhorar o fluxo de caminhões e aumentar a eficiência no acesso ao Porto de Santos.

O pedágio free flow nas rodovias do litoral de São Paulo deve entrar em operação a partir de julho e promete alterar a dinâmica do tráfego de caminhões rumo ao Porto de Santos. O novo sistema elimina cancelas, automatiza a cobrança e busca reduzir paradas em pontos críticos, com potencial para melhorar a fluidez do transporte e diminuir gargalos logísticos.

A proposta ganha relevância por envolver uma das principais rotas de escoamento de cargas do país, onde a lentidão em horários de pico afeta diretamente a eficiência operacional e o tempo de chegada ao porto.

Como funciona o sistema free flow

O pedágio free flow utiliza pórticos instalados sobre a pista, equipados com sensores e câmeras capazes de identificar os veículos e processar a cobrança automaticamente.

Nesse modelo, o motorista não precisa parar nem reduzir a velocidade para realizar o pagamento. A cobrança ocorre por meio de tag eletrônica ou pela leitura da placa do veículo.

Na prática, a ausência de praças físicas tende a tornar o fluxo mais contínuo, reduzindo retenções e melhorando a previsibilidade da viagem.

Acesso ao Porto de Santos pode ganhar mais fluidez

O acesso ao Porto de Santos concentra um grande volume de cargas e, historicamente, sofre com lentidão e filas em momentos de maior movimentação.

Com a retirada das praças tradicionais de pedágio, a expectativa é de redução dos pontos de retenção ao longo do trajeto. Isso pode diminuir atrasos, melhorar o tempo de deslocamento e contribuir para uma operação logística mais eficiente.

Para o transporte rodoviário de cargas, esse tipo de avanço operacional impacta diretamente indicadores como tempo de ciclo, produtividade da frota e custo logístico.

Segurança viária também entra no radar

As praças de pedágio costumam ser pontos sensíveis para ocorrências viárias, inclusive colisões de menor porte que acabam gerando reflexos importantes no trânsito.

Com o free flow, a tendência é de redução da necessidade de frenagens e mudanças bruscas de velocidade, o que pode tornar a via mais previsível e segura, especialmente para veículos pesados.

A eliminação das paradas também favorece uma circulação mais homogênea, com menor interferência no fluxo geral da rodovia.

Nova tecnologia prevê pesagem em movimento

Outra mudança prevista no novo sistema é a pesagem automática de caminhões em movimento, por meio da tecnologia HS-WIM, sigla para High Speed Weigh in Motion.

Esse modelo utiliza sensores instalados na pista e pórticos para pesar os veículos sem exigir parada. Com isso, a fiscalização se torna mais rápida e eficiente, ao mesmo tempo em que reduz filas em pontos de controle.

Além do ganho operacional, a solução amplia a capacidade de monitoramento da circulação de cargas em corredores estratégicos.

Medida pode reduzir perdas operacionais

A expectativa em torno do free flow é de que a tecnologia contribua para melhorar o fluxo de cargas e reduzir perdas operacionais, especialmente em acessos logísticos de alta relevância, como o Porto de Santos.

Para o setor de transporte, o tema deve ser acompanhado de perto, já que envolve eficiência rodoviária, fiscalização, segurança operacional e impacto direto na rotina das transportadoras que atuam no corredor portuário paulista.

SETCOM — Mais próximo, mais atuante e mais expressivo!

× WhatsApp