Empresários preparam contra-ataque ao fim da jornada 6×1 e defendem debate técnico no Congresso
Entidades articulam estudos, campanhas e alternativas; CNT afirma que o tema precisa de tempo e evidências, considerando impactos em escala, custos e falta de mão de obra no TRC

A discussão sobre o fim da jornada de trabalho 6×1 voltou ao centro do debate político em Brasília. De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, associações empresariais, empresários e frentes parlamentares definiram um plano para tentar frear ou modular a mudança, com três frentes principais: atuar para postergar a votação (incluindo pedidos de audiências públicas), produzir estudos e campanhas destacando impactos e apresentar alternativas para reduzir o custo de adaptação.
A pauta ganhou força após a sinalização do governo de enviar um projeto de lei ao Congresso e com o apoio do presidente da Câmara à tramitação de uma PEC apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Por se tratar de proposta constitucional, a tramitação tende a ser mais demorada e exige quórum maior, ampliando o espaço de negociação e debate.
CNT defende debate com tempo e evidências
O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa, afirmou que o tema precisa ser discutido “no tempo certo”, com cautela e sem votação acelerada por calendário eleitoral. Segundo ele, é necessário avaliar impactos considerando, inclusive, a falta de mão de obra qualificada, com caminhões e ônibus parados por falta de motoristas. A CNT também defende espaço para negociação coletiva, por conta das diferenças regionais e setoriais no Brasil.
Alternativas citadas no debate
A reportagem menciona possibilidades alternativas ou complementares em discussão, como:
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redução de jornada por horas semanais (por exemplo, de 44 para 40 horas) com transição gradual;
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modelos de jornada flexível com possibilidade de pagamento por hora trabalhada;
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desoneração da folha como forma de mitigar custos de contratação adicional;
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discussão ampliada via comissões e audiências públicas, a partir da CCJ e comissão especial.
Impactos potenciais para o TRC
No Transporte Rodoviário de Cargas, mudanças de jornada podem influenciar diretamente:
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escalas operacionais e cobertura de demanda (incluindo fins de semana);
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produtividade por motorista e necessidade de contratação;
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custo do frete e custo por km/viagem;
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risco de aumento de informalidade, caso não haja transição e equilíbrio econômico.
O SETCOM orienta que empresas acompanhem os desdobramentos da pauta com atenção aos impactos em escala, custo e disponibilidade de mão de obra. Em um tema com efeito direto no TRC, é estratégico defender debate técnico, análise de impacto e soluções com previsibilidade e possibilidade de negociação coletiva, para garantir adaptação responsável.
Para mais informações e orientações, entre em contato com o SETCOM.
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