Mais de 130 radares entram em operação na RJ-106 com tecnologia de leitura de placas

Equipamentos começam a fiscalizar a rodovia ainda em junho, com monitoramento 24 horas por dia e integração com as forças de segurança.

A partir da segunda metade de junho de 2026, 133 radares distribuídos em 78 pontos de monitoramento entrarão em operação na RJ-106, rodovia que conecta o município de São Gonçalo ao litoral norte fluminense. A via atravessa 9 municípios, incluindo Maricá, Saquarema, Araruama, Macaé, Cabo Frio e São Pedro da Aldeia.

Atualmente em fase de testes, os equipamentos foram instalados em pontos definidos pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio de Janeiro (DER-RJ) com base em critérios técnicos como volume de tráfego, histórico de acidentes, circulação de pedestres e proximidade com escolas e unidades de saúde.

Tecnologia embarcada

Todos os radares contam com Reconhecimento Óptico de Caracteres (OCR), tecnologia que realiza a leitura automatizada de placas de veículos 24 horas por dia. O sistema permite o envio de informações em tempo real para as forças de segurança sobre a passagem de veículos sob monitoramento — um recurso relevante tanto para fiscalização de trânsito quanto para apoio no combate a roubos de carga e identificação de veículos com restrições.

O que muda para o transportador

Para quem opera na região, a instalação dos radares exige atenção redobrada em três frentes:

  • Velocidade: os pontos foram escolhidos com base em histórico de acidentes, o que indica trechos sensíveis e com maior rigor de fiscalização

  • Documentação veicular: com a leitura automatizada de placas 24 horas, veículos com pendências fiscais, restrições judiciais ou irregularidades documentais ficam mais expostos

  • Planejamento de rota: o aumento do monitoramento pode impactar tempos de deslocamento e exigir ajustes na roteirização, especialmente em operações de longo curso

A fiscalização eletrônica na RJ-106 representa mais um avanço na malha de monitoramento viário do estado. Para o transportador, o caminho mais seguro é conformidade: velocidade dentro dos limites, documentação em dia e planejamento de rota compatível com o novo cenário de fiscalização.

Crédito/Fonte
Veja Rio

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