Minas Gerais receberá R$ 100 bilhões para investimentos em transportes
Aportes previstos pelo Ministério dos Transportes devem fortalecer rodovias, ferrovias e a retomada de obras paradas no Estado

Minas Gerais deverá receber mais de R$ 100 bilhões em investimentos em infraestrutura de transportes nos próximos anos, segundo anúncio do Ministério dos Transportes. Os recursos serão direcionados ao fortalecimento de ferrovias, à ampliação de rodovias e ao destravamento de obras paradas, em uma agenda que reposiciona o Estado como um dos principais polos da carteira nacional de projetos logísticos.
De acordo com o secretário-executivo da pasta, George Santoro, Minas ganhou destaque na estratégia do Ministério após revisão de contratos, reestruturação de modelagens e recuperação de recursos públicos, especialmente no segmento ferroviário. Nos últimos três anos, o DNIT já investiu R$ 7 bilhões em rodovias e ferrovias no Estado.
Rodovias concentram a maior parcela dos aportes
Do volume total previsto, R$ 62,5 bilhões deverão ser destinados às rodovias, considerando projetos já contratados, concessões em andamento e novos investimentos programados para os próximos anos.
Entre os destaques está o calendário de 13 leilões de concessões rodoviárias previstos para 2026. O primeiro deles é o lote BR-116/251/MG, conhecido como Rota das Gerais, com previsão de aproximadamente R$ 13 bilhões em investimentos e conexão entre 24 municípios.
Esse movimento reforça a estratégia federal de acelerar a transferência de ativos para a iniciativa privada, ampliar capacidade logística e elevar o padrão de prestação de serviços em corredores estratégicos.
Retomada de obras e melhoria da malha viária
O Ministério também informou que Minas Gerais conta hoje com mais de 300 obras em andamento, dentro de uma agenda voltada à retomada de empreendimentos paralisados e à modernização da malha rodoviária.
Entre os projetos relevantes está a concessão da BR-381/MG/SP (Fernão Dias), com previsão de cerca de R$ 14 bilhões para modernização, ampliação de capacidade e melhoria da segurança viária ao longo de 569 quilômetros da rodovia.
Outro caso citado é o da BR-135, que avançou após anos de paralisação em razão de entraves históricos relacionados ao licenciamento ambiental.
Carteira ferroviária soma R$ 38 bilhões
No eixo ferroviário, a carteira prevista chega a R$ 38 bilhões, com foco na ampliação da malha e na renovação de contratos estratégicos, como os da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), Estrada de Ferro Carajás e Estrada de Ferro Vitória a Minas.
Segundo Santoro, a revisão desses contratos permitiu recuperar recursos públicos dentro da legalidade e reforçar a capacidade de investimento do sistema ferroviário. De acordo com a projeção apresentada, esse processo está trazendo cerca de R$ 35 bilhões adicionais para o setor.
A leitura do governo é que a melhoria do ambiente econômico e regulatório tem aumentado a previsibilidade dos projetos e ampliado a participação do capital privado nas concessões e renovações.
Minas no centro da agenda nacional de infraestrutura
O anúncio foi apresentado durante a terceira edição do Eloos Itatiaia – Ciclo Cidades e Infraestrutura, evento que reuniu autoridades, especialistas e executivos para discutir os desafios da infraestrutura no Brasil.
O contexto nacional também reforça esse movimento. Segundo levantamento citado pelo Ministério dos Transportes, 31% dos leilões federais de ferrovias, rodovias, portos e aeroportos desde a Lei das Concessões de 1995 foram realizados entre 2023 e 2025.
Para 2026, o Ministério lançou ainda um pacote ferroviário estruturado com a Política Nacional de Outorgas Ferroviárias e a carteira de projetos 2026, com previsão de oito leilões ferroviários, abrangendo mais de 9 mil quilômetros e potencial de cerca de R$ 140 bilhões em investimentos.
Impacto para o transporte e a logística
Para Minas Gerais, esse conjunto de aportes tem potencial de produzir efeitos relevantes sobre:
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capacidade logística
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escoamento de cargas
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integração modal
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competitividade regional
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atração de novos investimentos
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segurança e eficiência operacional
Do ponto de vista estratégico, o anúncio reforça a centralidade de Minas no mapa logístico nacional e amplia as perspectivas de melhoria estrutural em corredores rodoviários e ferroviários que impactam diretamente o transporte de cargas.
Para o setor, o ponto-chave agora passa a ser a execução: transformar carteira anunciada em contratos performados, obras entregues e ganhos concretos de produtividade.
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