Nova lei fortalece combate ao crime organizado e representa avanço para o Transporte Rodoviário de Cargas, avalia a NTC&Logística

Após anos de articulação institucional do setor, Lei nº 15.358/2026 endurece regras contra receptação e reforça a segurança jurídica na logística

A sanção da Lei nº 15.358/2026, que institui um novo marco legal de combate ao crime organizado no Brasil, representa um avanço relevante para o setor produtivo e, em especial, para o Transporte Rodoviário de Cargas. Na avaliação da NTC&Logística, a nova legislação amplia o rigor no enfrentamento às organizações criminosas e gera impacto direto sobre a segurança logística, o combate à receptação de cargas roubadas e a proteção da atividade transportadora.

A medida é resultado de uma construção institucional desenvolvida ao longo dos últimos anos, com participação ativa da NTC&Logística, em conjunto com a CNT e outras entidades representativas do setor, em defesa de um ambiente mais seguro, competitivo e equilibrado para as operações logísticas no país.

Receptação passa a ser alvo mais direto

Entre os principais avanços da nova lei está a previsão de suspensão da inscrição no CNPJ de estabelecimentos envolvidos com receptação, além da possibilidade de declaração de inaptidão em casos de reincidência.

Na prática, a medida atinge diretamente a estrutura econômica que sustenta o roubo de cargas, um dos principais fatores de pressão sobre custos, risco operacional e insegurança no transporte rodoviário.

Esse ponto é considerado estratégico pelo setor, porque desloca parte relevante do foco repressivo para o elo que viabiliza financeiramente a atividade criminosa. A lógica é clara: combater o receptador é enfraquecer a cadeia econômica do crime.

Avanço institucional construído pelo setor

Segundo a NTC&Logística, a sanção da nova legislação consolida um trabalho de longo prazo baseado em articulação institucional, consistência técnica e defesa permanente de medidas estruturantes para o transporte.

Na avaliação do presidente da entidade, Eduardo Rebuzzi, o principal caminho para reduzir o roubo de cargas está justamente em penalizar de forma mais efetiva quem absorve economicamente os produtos desviados, criando um desincentivo concreto à prática criminosa.

Sob a ótica setorial, a nova legislação avança ao proteger quem atua dentro da legalidade e ao reforçar a necessidade de um ambiente com maior segurança jurídica e previsibilidade operacional.

Integração com impacto na segurança logística

Outro ponto relevante da nova lei é o fortalecimento da integração entre os órgãos de segurança pública, com ampliação dos instrumentos de investigação e repressão.

Esse aspecto tende a favorecer uma atuação mais coordenada no enfrentamento ao crime organizado e às práticas ilícitas que afetam diretamente a economia formal, especialmente em cadeias logísticas sujeitas a roubo de cargas, receptação e desvio de mercadorias.

Para o setor de transporte, isso significa perspectiva de melhoria em frentes como:

  • redução de risco operacional

  • maior proteção patrimonial

  • fortalecimento da segurança na circulação de cargas

  • melhoria do ambiente concorrencial

  • redução de distorções causadas pela atuação criminosa

Relevância para o Transporte Rodoviário de Cargas

O roubo de cargas segue como um dos temas mais sensíveis para o TRC, pelos seus efeitos sobre:

  • custos de operação

  • seguro

  • roteirização

  • gestão de risco

  • disponibilidade de frota

  • competitividade empresarial

Nesse contexto, uma legislação que atinge com mais rigor a receptação e reforça os mecanismos de repressão ao crime organizado tem potencial para produzir efeitos positivos não apenas na segurança, mas também na eficiência econômica do setor.

Além disso, ao elevar o custo jurídico e econômico da atuação ilícita, a medida contribui para um ambiente de negócios mais justo para transportadores, embarcadores e operadores logísticos.

Próximos passos

A NTC&Logística informou que seguirá atuando, em conjunto com as demais entidades do setor, no acompanhamento da regulamentação e na defesa de novas medidas que contribuam para:

  • redução do roubo de cargas

  • fortalecimento da atividade transportadora

  • aperfeiçoamento da segurança logística

  • promoção de um ambiente de negócios mais equilibrado

A leitura do setor é de que a nova legislação representa um avanço concreto, mas sua efetividade dependerá também de regulamentação adequada, aplicação consistente e integração institucional permanente.

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