• 26 de janeiro de 2026
  • SETCOM MG
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Presente em cada elo da cadeia produtiva, o transporte rodoviário e multimodal de cargas sustenta o funcionamento da economia brasileira. É por meio das rodovias e da integração com outros modais que alimentos, medicamentos, combustíveis e insumos essenciais chegam diariamente a todas as regiões do país. Estimativas apontam que mais de 60% da produção nacional circula pelas estradas, reforçando o papel estratégico do setor para o desenvolvimento econômico e social.

Nesse cenário, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) destaca sua atuação para assegurar um ambiente regulatório equilibrado, seguro e eficiente — conciliando crescimento econômico, competitividade e interesse público. Em 2026, essa atuação ganha impulso com uma agenda voltada à modernização do transporte de cargas e ao fortalecimento da governança do setor.

À frente dessa agenda está a Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (SUROC), responsável por estruturar a regulação, organizar o mercado e promover condições mais justas e transparentes para transportadores, caminhoneiros autônomos, cooperativas e empresas. Esse conjunto de ações se consolida por meio do TRC 4.0 – Modernização, Eficiência e Competitividade Nacional, uma agenda integrada que orienta a transformação regulatória, digital e operacional do setor.

Segundo a ANTT, a modernização regulatória está apoiada em dados de grande escala. O Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), principal instrumento regulatório da Agência, reúne milhões de transportadores cadastrados, constituindo uma das maiores bases de dados logísticos do país. Somente em 2025, foram registrados mais de 962 mil atendimentos relacionados ao RNTRC, incluindo 766 mil ligados à movimentação de frotas entre transportadores e 383 mil pedidos atendidos via ANTT digital.

A base setorial também é expressiva: há cerca de 860 mil transportadores cadastrados (50,6 mil ETCs, 187,5 mil ETCs equiparadas a TAC, 620 mil TACs e 454 CTCs). A frota conta com 1,7 milhão de veículos de tração e 1 milhão de implementos rodoviários.

Outro indicador destacado é o avanço do Pagamento Eletrônico de Frete (PEF). Em 2025, foram registrados cerca de 20 milhões de pagamentos eletrônicos, com crescimento de 7,1% em relação ao ano anterior. Segundo a ANTT, esse avanço contribui para mais transparência nas operações, fortalecimento das relações comerciais e redução de assimetrias no mercado.

A Agência também reforça que a regulação precisa ser construída com quem opera o sistema. Por isso, mantém iniciativas e interlocução com entidades representativas — como a CNT — além de associações, cooperativas e empresas, promovendo escuta ativa, debates técnicos e construção compartilhada de soluções regulatórias. A expectativa é que esse modelo favoreça segurança jurídica, previsibilidade e concorrência leal, ao mesmo tempo em que combate informalidade e fortalece o ambiente econômico.

No eixo da eficiência logística, a ANTT destaca a importância da multimodalidade e da integração entre modais, ampliando a conexão entre rodovias, ferrovias e demais infraestruturas. A lógica é reduzir custos logísticos, aumentar competitividade e avançar para um modelo mais eficiente e sustentável de escoamento da produção — elemento central do TRC 4.0.

Por fim, a ANTT aponta que regular o transporte de cargas é também cuidar de pessoas: regras claras, fiscalização orientada por dados e estímulo à formalização contribuem para operações mais seguras, redução de riscos nas estradas e maior confiabilidade no abastecimento de mercadorias essenciais.

Fonte: ANTT (23/01/2026).

🧭 Leitura prática do SETCOM (o que o TRC deve fazer agora)

  • Compliance como diferencial competitivo: checar RNTRC, rotinas documentais e evidências operacionais para reduzir risco regulatório.

  • Digitalização com governança: priorizar processos digitais (cadastros, movimentação de frota, atendimento) para reduzir custo transacional e retrabalho.

  • Transparência no frete (PEF): revisar fluxos de pagamento e conciliação para garantir rastreabilidade e reduzir conflito comercial.

  • Dados para gestão: usar indicadores de frota/operacional para antecipar fiscalização e melhorar previsibilidade.

  • Multimodal na estratégia: avaliar oportunidades de integração (rodovia + ferrovia/outros) para reduzir custo total e aumentar resiliência.

O SETCOM acompanha a agenda regulatória e de modernização do TRC, traduzindo movimentos oficiais em leitura prática para apoiar empresas e profissionais do setor com mais previsibilidade, eficiência e segurança jurídica.

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