• 15 de janeiro de 2026
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Impostos, geopolítica e câmbio: os vetores por trás da alta do diesel S10 no início de 2026

O início de 2026 trouxe pressão adicional sobre o caixa das operações logísticas. De acordo com o Gasola, empresa da nstech, o IPTNS (Índice de Preço TNS) indicou que o preço médio do diesel S10 subiu cerca de R$ 0,05 por litro nas primeiras leituras do ano.

Para o Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), o movimento é crítico porque o diesel representa aproximadamente 35% do custo do frete, o que acelera impactos em precificação, margem e competitividade — especialmente em contratos sem mecanismos de repasse.

✅ O principal vetor: ICMS mais alto a partir de 01/01/2026

Segundo o especialista em combustível do Gasola, Vitor Sabag, o fator predominante para a alta no começo do ano foi o aumento do ICMS, em vigor desde 1º de janeiro de 2026, pressionando o valor final nas bombas.

A alta foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Comfaz) e, conforme a publicação, o ICMS passou a representar R$ 1,17 por litro de diesel.

Na prática, quando o componente tributário sobe, a correção tende a aparecer de forma rápida no preço final — com impacto imediato no custo variável do TRC.

🌍 Além de imposto: geopolítica, petróleo e câmbio seguem no radar

O texto também reforça que o Brasil continua sensível a fatores externos. Conforme Sabag, o mercado reage a movimentos geopolíticos (ex.: Venezuela e Rússia) e à dinâmica internacional de petróleo e câmbio.

Há ainda a leitura de que existiria, em tese, espaço para alívio caso haja decisão de reduzir preços diante da queda recente do dólar e do barril de petróleo — porém, a publicação observa que o diesel não vinha sendo reajustado nas distribuidoras desde maio de 2025, o que mantém a incerteza sobre o timing de qualquer ajuste.

📍 Variações por estados e regiões: o preço não é homogêneo

O levantamento citado mostra diferenças relevantes no preço médio do S10 por UF, o que impacta diretamente:

  • planejamento de rotas e abastecimento,

  • custo por km e margem por operação,

  • política de abastecimento (rede vs. spot),

  • negociação com embarcadores por praça/corredor.

Entre os destaques informados:

  • Acre: maior preço médio do país, em torno de R$ 6,84.

  • Rio Grande do Norte: no Nordeste, fechou média em R$ 5,79 após alta de R$ 0,10.

  • Região Sul: concentrou os menores preços, com destaque para Santa Catarina em R$ 5,51 (mesmo após a alta).

  • Sudeste: São Paulo foi de R$ 5,50 para R$ 5,54 na primeira semana de janeiro; Espírito Santo de R$ 5,73 para R$ 5,77.

🧩 Ferramentas e dados: monitoramento contínuo como vantagem competitiva

A matéria informa que a MundoLogística lançou um Mapa de Preços de Combustível, em parceria com o Gasola, permitindo visualizar o preço médio (diesel comum, diesel S10, etanol e gasolina) por estado.

A recomendação do especialista é objetiva: acompanhar variações com dados atualizados (com base em pesquisas semanais da ANP) melhora o planejamento estratégico, porque permite decisões rápidas sobre abastecimento, rotas e custo por praça.

🧭 Leitura prática do SETCOM (o que fazer agora – TRC)

Com a combinação de ICMS + volatilidade externa, o tema vira pauta de gestão e não apenas de compras. Recomenda-se:

  • Revisar o pricing e os gatilhos contratuais (diesel/tributos), evitando absorção silenciosa.

  • Atualizar a memória de cálculo do frete (diesel como custo-chave) para fortalecer negociação com embarcadores.

  • Implantar rotina de monitoramento por UF/corredor, porque a dispersão regional muda o custo real da operação.

  • Reforçar governança de abastecimento (política, compliance e controle), reduzindo variação por unidade e evitando “vazamentos” de custo.

O SETCOM seguirá acompanhando os movimentos de custo do diesel, tributação e impactos no frete, traduzindo o tema em orientação prática para gestão de custos e negociação comercial no TRC.

SETCOM — Mais próximo, mais atuante e mais expressivo!

Fonte: Mundo Logística (13/01/2026), com informações do Gasola (nstech) e do IPTNS.

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